24 Apr 2019 04:59
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A moda no processo de inclusão

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Foto: Divulgação

As pessoas com deficiência cada vez ocupam mais espaços na sociedade, e no meio da moda não é diferente, seja sendo inspiração para peças inclusivas ou como modelos. A moda é cada vez mais um espaço de representatividade. Assim é com a modelo Rafaela Teixeira, da cidade de Americana, São Paulo, que devido um acidente tem lesão medular L1 incompleta. Além de modelo Rafaela também é técnica em Vestuário, Publicidade e Propaganda, formada em Design de Moda.

A carreira

Ela conta que sua relação com a moda vem desde antes do acidente que causou a lesão “Aos 16 uma agência de uma cidade próxima veio através do Orkut na época, e me ofereceu um teste para modelo comercial, eu fiz e comecei a frequentar programas de TV, fazer figuração e desfilar em certas ocasiões.” Conta. Mas, devido aos estudos e outras questões ela parou com a carreira e só retomou aos 22 anos, quando sofreu o acidente.

A experiência como modelo antes do acidente ajudou Rafaela nessa nova etapa, mas ela explica que não imaginava que poderia ser modelo novamente “Mas eu jamais imaginava que poderia ser modelo outra vez.”, ela também fala sobre a busca pelo sonho e a necessidade de lutar por ele “Quem tem a deficiência e sonha em ser modelo, basta ir atrás, não é fácil, mas também não é impossível. Hoje graças às informações e pessoas que oferecem oportunidades, está cada vez mais popular ser modelo inclusiva no mundo da moda.” Salienta.

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Dificuldades

Mas nem tudo na vida de uma pessoa com deficiência é fácil, e no mundo da moda a luta, é por profissionais que por profissionais que trabalhem com moda inclusiva “As maiores dificuldades no mundo fashion é a falta de pessoas trabalharem com a moda inclusiva”, explica. Além disso, para Rafaela ainda falta informação para a produção de peças inclusivas "Ainda falta muita inclusão e informações que façam as pessoas ter isso como algo natural.” Completa

Sobre as dificuldades do dia a dia, Rafaela conta que a principal delas é a falta de acessibilidade “As minhas maiores dificuldades além de serem as que ganhei corporalmente após o acidente, são as de locais acessíveis.” Explica.

Trabalhos marcantes

Como modelo Rafaela demostra versatilidade e espontaneidade para todo tipo de trabalho, entre os que marcaram sua carreira “Antes do acidente foi um desfile de noiva que fiz para o estilista Ronaldo Esper, e após o acidente fiz um ensaio sensual para o site inclusivo de um amigo, e foi uma libertação para me enxergar com mais amor próprio e melhor lidar com a minha deficiência hoje em dia.” Conta.

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Sonhos

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Sobre sonhos e planos para o futuro, ela conta que já realizou alguns e também já tem a próxima meta estabelecida, “Já realizei um deles, que foi me formar em superior de Design de Moda.” Como meta agora é criar uma marca e uma agência “O próximo sonho seria criar uma marca inclusiva e abrir uma agência de modelos e produção para pessoas com qualquer tipo de deficiência.” Afirma.

As redes sociais

A internet tem um papel fundamental no processo de inclusão, pois facilita o acesso a informação e também reúne pessoas na luta pela causa da pessoa com deficiência, para Rafaela a internet é fundamental “A importância é realmente a informação, as pessoas conhecerem sobre o assunto e respeitarem a inclusão sem preconceitos.” Comenta.

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Recado

Rafaela é a prova de que quem luta e busca seus objetivos, independente da dificuldade pode sim alcançar seus sonhos “Temos que nos enxergar de modo positivo, nada é por acaso, e tudo o que Deus permite tem um propósito. A questão não é se aceitar, pois ninguém deve estacionar a vida na deficiência ou parar de acreditar, a questão é LIDAR com você mesmo e com o que está acontecendo com você, na sua vida, dessa maneira conseguimos nos posicionar melhor a cada dificuldade enfrentada ou preconceito. A cadeira não é um problema, para nós ela é a solução, não temos que ter vergonha pois é a nossa condição, e passar por isso de cabeça erguida é ter dignidade, caráter e determinação. Sonhe alto, busque e viva, ainda temos muitas oportunidades para viver.” Finaliza.

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