26 Jun 2019 23:06
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A pessoa com deficiência e o acesso à educação

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Foto: Internet - Divulgação

A educação é um direito constitucional de todos os cidadãos independente de classe social, raça ou deficiência, no caso das pessoas com deficiência esse direito é reforçado e ampliado pela Lei Brasileira de Inclusão, lei n° 13.146/2015, dos artigos 27 ao 30. Mas, a educação inclusiva, tem certas peculiaridades que devem ser observadas para o melhor atendimento de qualquer aluno independente de sua deficiência.

E isso passa pelo treinamento e fortalecimento de professores na prática de atividades inclusivas, participação dos demais alunos, funcionários e gestores das escolas, família e demais profissionais envolvidos no processo de inclusão.

Cenário da inclusão escolar

Para entender mais sobre esse universo conversamos com a psicopedagoga Claudia Reuter, que explicou sobre o processo de inclusão e garantia de direitos, ela começou falando sobre os avanços na inclusão escolar “mesmo já há tempos sabendo que a escola é para todos, a partir de programas federais como a implantação das salas de recursos multifuncionais, a partir do reconhecimento da LBI, avançamos de fato na inclusão.” Ela comenta ainda sobre a garantia de acessos a escola “As crianças com algum tipo de deficiência, transtornos ou síndrome têm assegurado o direito da matrícula imediata na escola regular, e além disso, o mais importante, a permanência, que ocorre através de adequação/adaptação dos espaços e da garantia de um professor de apoio/assistente quando necessário.” Explica.

Desafios

A inclusão escolar naturalmente é cercada de desafios, desde estruturais até emocionais, pois cada deficiência tem uma peculiaridade e o conteúdo deve ser adaptado para cada aluno, para Cláudia o maior desafio de todos é a inclusão diária “que a inclusão ocorra de fato, todos os 200 dias letivos, que as crianças sintam-se acolhidas entre seus pares, professores e toda equipe escolar. A família neste processo é fundamental, pois precisa comparecer e demonstrar confiança na escola e potencializar o processo com seu/sua filho/a.” Comenta.

Outro ponto importante no desafio da inclusão, é a questão da estrutura, pois ainda falta acessibilidade e outros mecanismos de acesso, para Claudia, o trabalho atual na área é para remediar e não prevenir “atualmente trabalhamos remediando e não prevenindo, infelizmente. Ainda providenciamos rampas em todos os espaços quando chega o aluno cadeirante, piso tátil quando chega o cego, enfim... nossa estrutura ainda deixa a desejar, até nas novas obras, os programas de inclusão e a infraestrutura não conversam entre si.” Salienta.

Convivência entre alunos com e sem deficiência

Um dos principais papéis da inclusão escolar, é promover, a convivência entre alunos, pois como sabemos já houve épocas em que alunos com e sem deficiência ficavam em salas separadas. De acordo com Claudia a convivência tem como principal fator o combate ao preconceito “sempre digo por onde passo que estes alunos tem privilégio na convivência, confio que sairão da escola com menos olhar de preconceito que nossa geração saiu, que nesta relação todos ensinam e todos aprendem.” Conta.

Sobre o processo inclusivo

A inclusão é um processo lento, mas ao mesmo tempo transformador, e a principal transformação deve partir daqueles que buscam promover a inclusão “é preciso trabalhar nosso olhar. Pois é a forma com que vemos quem nos cerca que determina as nossas atitudes. Sejamos exemplo de aceitação e acolhimento das diferenças, para transcender através deste exemplo.” Finaliza.

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Psicopedagoga Claudia Melina Reuter - Especialista em Psicopedagogia Institucional e Clínica

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