21 Aug 2019 00:26
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Comunidade Nin-Jitsu se apresenta no Sobrinhos Rock Bar na próxima semana

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Foto: Divulgação

Pela primeira vez no Sobrinhos Rock Bar, a Comunidade Nin-Jitsu promete fazer, no dia 05 de Julho, um dos maiores shows da história do pub. Confira a entrevista exclusiva com Nando Endres, baixista da Comunidade.

1. A Comunidade Nin-Jitsu tem um estilo que mistura rock e funk. Há uma definição para esse estilo? A Comunidade foi a precursora?

Sim, a Comunidade tem também esse estilo no seu repertório, essa mistura de Rock com Funk "carioca”. Em 1995 já tínhamos essa mistura em músicas como "Analfabeto", "Merda de Bar" e até "Detetive", de uma certa forma. Somos totalmente da geração dos anos 90, quando misturar estilos era algo normal, desejado. Inventar misturas, mais ainda.

Ninguém queria ser igual a ninguém. Tínhamos que soar diferente da banda do lado. Principalmente das bandas do "mainstream”. Mas a Comunidade tem uma essência que transcende essa mistura de estilos, e o público percebe nas nossas letras. Essa espontaneidade e um certo deboche vem de como lidamos com o mundo quando estamos reunidos nesse grupo de amigos que é a Comunidade Nin-Jitsu.

Já éramos a Comunidade Nin-Jitsu antes de termos criado a primeira música, que foi "Detetive". Temos outros estilos nas nossas músicas, temos muita influência do Hip Hop, até no jeito de “samplear” coisas que sempre tivemos, agregar riffs como em "Merda de Bar". Nos vocais do Mano Changes, também. Gostamos muita da vibe do reggae, por razões óbvias… kkk…

Mas somos essencialmente uma banda de Rock, no palco. Somos pesados e temos todo esse groove junto. E temos obsessão por fazer cada vez melhor. Tocar melhor, tirar timbres melhores. Sempre há espaço pra evolução. É legal que, além de todas essas características peculiares, somos também uma das primeiras bandas aqui do Sul que experimentaram tocar com base eletrônica em algumas músicas. E isso também dá um diferencial até hoje. Pesa mais ainda. E ainda conseguimos trazer elementos bem atuais pras nossas músicas.

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3. O King Kong Diamond é o álbum de inéditas mais recente da banda, mas raramente são tocadas músicas desse disco nos shows, por quê?

2. Após tantos anos, como funciona o processo de vocês como banda? Ainda ensaiam periodicamente, se encontram pra compor? Pensam juntos em músicas novas?

Sim! Ensaiamos de tempos em tempos, mas não com a frequência de antes. Principalmente se temos ideias novas de músicas, ou queremos fazer um show diferenciado pra uma determinada situação. E estamos sempre em processo de composição. Sempre alguém tem uma ideia que tá rolando e os outros opinando.

Hoje, conseguimos concretizar uma boa parte em home studio mesmo, depois lapidamos melhor num estúdio ou produtora. Trabalho na Loop Reclame, uma produtora de áudio muito massa, que tem uma visão diferenciada, e também trabalha com vários artistas novos. Estamos lançando alguns EPs pela Loop Discos, "Comunidade no Baile #2" e "Comunidade na Pista". Logo mais, vem o "Comunidade Outlet"! Kkk… Com uma música inédita. Está ficando incrível! Aguardem…

3. No Churras da Comunidade, vocês convidaram bandas e artistas para “fazer uma carne” e tocarem com vocês. Como surgiu essa ideia e o que vem por aí no projeto?

Surgiu numa época que queríamos gerar conteúdo pra internet, fazer algo diferente, mas que fosse a nossa cara. No começo era um clima totalmente caseiro, convidamos as bandas dos mais chegados e criávamos aquelas versões na hora, misturando um clássico de cada banda. Gravávamos com os próprios celulares! Kkk… depois eu editava e mixava no computador. O vídeo era produzido pelo Mano Changes mesmo. A resposta foi superpositiva! E estamos aí até hoje, mais esporadicamente, mas continuamos fazendo.

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Mano Changes no Churras da Comunidade. Foto: Divulgação

4. O King Kong Diamond é o álbum de inéditas mais recente da banda, mas raramente são tocadas músicas desse disco nos shows, por quê?

Isso é um problema, que não é problema, que a maioria das bandas que têm um certo tempo de carreira e algumas músicas que fizeram sucesso, passam. A galera quer ouvir as confirmadas nos shows. Volta e meia tocamos a música que estamos lançando, como foi nos shows que vieram após o lançamento do King Kong Diamond, e também quando lançamos "Só Notícia Boa", com o Armandinho. Mas geralmente começamos o show e já querem “Ah eu tô sem erva, Detective, etc…” ficamos muito felizes com isso. Mesmo! É incrível perceber que consolidamos alguns hits e que a galera continua curtindo. Mas sempre que tivermos lançado algo novo, nos shows que vierem logo depois, tocaremos as músicas novas.

Comunidade Nin-Jitsu - King Kong Diamond

5. Com quase 25 anos de banda, vocês já alcançaram grandes conquistas, uma delas, eu imagino, foi abrir o show do Foo Fighters. Como foi esse momento, trocaram uma ideia com Dave Grohl e cia?

Esse dia foi incrível! Mas infelizmente não conseguimos falar com Dave Grohl e os caras do Foo Fighters. Foi tudo bastante corrido, pontual, profissionalismo gringo. Eles acabaram o show entraram nas “limosines” e vazaram… kkkk!

Mas quando abrimos pro Red Hot Chili Peppers, conseguimos falar com os caras. Eles nos receberam no camarim deles após o show. Todos muito atenciosos, principalmente Flea. Chad total na chalaça!!! Anthony também trocou uma ideia, mas Frusciante era mais na dele, simpático mas distante. Saímos extasiados nesse dia.

6. O Erick Endres há alguns anos já vem fazendo participações com a Comunidade Nin-Jitsu, poderíamos dizer que ele é um quinto integrante? E ele pode vir a fazer parte em definitivo?

Poderíamos dizer que sim, é um quinto integrante. Sempre podemos contar com ele e ele conosco. Mas na prática da banda, no dia a dia, ainda não é assim. Ele tem seus projetos pessoais que são incríveis. Mas cada vez que tocamos junto é muito bom. Ele é um músico em plena evolução e cada vez mais criativo. Acho que ele estará conosco no show do Sobrinhos.

"Merda de bar" feat Erick Endres - DVD Comunidade Nin-Jitsu Ao Vivo no Opinião

7. Em entrevista recente com o Mano Changes, ele contou como surgiu a música Detetive, no qual rendeu a vocês um VMB. Qual outra(s) música tem um significado especial para vocês e qual a história por trás dela?

Cada uma tem sua história. Todas são especiais. Tem a história de Dusmeu, que é engraçada… Rap do Trago… Banheiro… tem várias! E se tu interpretar a letra fica bem claro do que estamos falando. Não vou falar dos personagens… kkkk…

8. Há uma grande expectativa por este show da Comunidade no Sobrinhos Rock Bar, o que o público pode esperar?

Também queremos muito tocar lá. Gostamos da vibe da galera de Igrejinha, e tocar assim, com o público bem junto, é muito massa! Tocaremos todas as confirmadas da banda e mais algumas! Teremos, como já disse, a participação do Erick se tudo der certo e contaremos com o Bruno Bernardo na bateria! Um excelente batera que está substituindo o Gibão, por motivos de saúde. Vamos botar toda nossa energia e pancada Sonora no Sobrinhos! Esperamos toda galera! VALEU!

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