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Raízes do Paranhana: Lara Schuller

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Foto: Divulgação

O futebol sem dúvida é uma das raízes mais fortes da nossa sociedade. Importante no combate das desigualdades é ele o responsável pelo sonho de meninas e meninos na busca de um futuro melhor. Independente da modalidade quem tem habilidade com a bola nos pés tem raízes na alegria do futebol. Seja no campo, na quadra, na rua, no freestyle ou até mesmo na embaixadinha.

Ah a embaixadinha... Um exercício de habilidade, força e concentração, mais do que uma técnica, um exercício de devoção ao esporte. Mas, você que está lendo quantas é capaz de fazer? Uma, duas, dez, vinte, cem? Eu confesso que não faço nenhuma. Talvez por essa minha inabilidade com a bola só me restou escrever e contar, que Lara fez quase 66 mil embaixadas, em 12h01min, o que rendeu a ela uma página no livro das façanhas, o Guinness Book.

Com 13 anos Lara alcançou seu primeiro recorde, quando ficou por uma hora fazendo embaixadinhas “Consegui pela primeira vez fazer uma hora de embaixadinhas, que da em torno de 5.400 embaixadinhas,” conta. Já em 2010, ela chegou a ficar cinco horas fazendo embaixadinhas, em 2011 esse tempo subiu para oito horas e os números foram só aumentando “Passado alguns meses eu consegui fazer 10 e depois 12 horas de embaixadinha.”

1 – Como você começou no futebol, chegou a jogar, ou só ficou nas embaixadinhas?

Eu comecei a fazer embaixadinha com nove anos, como eu moro no interior, zona rural de Taquara, naquela época não tinha crianças da minha idade para jogar futebol, e eu gostava muito de jogar. Então o que eu podia fazer sozinha era embaixadinha, foi ai que eu comecei a desenvolver essa técnica. Depois de um tempo meu sonho ainda era jogar futebol, e seguir fazendo embaixadinha, mas como o futebol é complicado no Brasil, escolhi a embaixadinha. Dos nove aos 18 anos, também joguei futebol, mas já fazem 5 anos que me dedico somente as embaixadinhas.

2 – O teu recorde é de 12h01m, tu pretendes aumentar esse tempo ou buscar novos recordes?

Por enquanto vou esperar a resposta do Guinness Book, mas dependendo o rumo que as coisas tomarem eu pretendo sim aumentar esse recorde. Mas por enquanto eu tenho outros projetos para o futuro como voltar a estudar. Mas, se tudo der certo eu pretendo aumentar esse recorde.

3 – E como foi a tua preparação para a quebra do recorde? Qual era o anterior?

O recorde anterior era de 8h24min da gaúcha Claudia Martini. A preparação foi bem intensa nesse período, foi quase um ano, onde eu montei uma equipe com preparador físico, nutricionista, fisioterapeuta, psicóloga, essas pessoas formam muito importantes na preparação. Dentro de um ano foi bem intenso os treinamentos. Eu chegava a fazer de 21 a 22 horas de embaixadinha por semana, fora o treino funcional, que eu fazia duas vezes por semana e mais os treinos de corrida e o preventivo de fisioterapia, além da psicóloga e outros preparadores físicos que foram muito importantes na minha preparação para o recorde.

4 - Para as competições de embaixadinha, existem categorias para homens e mulheres?

Sim existe diferença, eu quebrei o recorde feminino de embaixadinha. Existe o masculino também, mas são competições separadas e números diferentes.

5 – Tu já tens uma previsão de quando vai receber o certificado?

Eu ainda não sei ao certo quando vou receber a resposta do Guinness, a expectativa é que seja breve, pra eu seguir a minha caminhada. Eu acredito que portas vão se abrir com isso.

6 – Como você percebe o apoio da comunidade do Vale do Paranhana em relação ao teu esporte?

Na verdade eu recebo bastante apoio das pessoas conhecidas nas ruas, eles me incentivam, recebo muita motivação. Mas, a prefeitura, por exemplo, eu não tive apoio nenhum. Inclusive estive algumas vezes lá deixei o telefone e ficaram de me ligar e não deu certo, ninguém me ligou, não consegui falar com o prefeito. No entanto a vereadora Magali Vitorina foi a única pessoa que me apoiou e esteve lá no dia, ela é amiga da minha família e foi a única que me acompanhou, vocês foram importantes na questão da divulgação, que foram muito importante pra mim.

7 – E o cenário do futebol feminino, como você o avalia?

Encaro com otimismo, as coisas melhoraram, mas ainda tem muito a melhorar e eu acredito que vai melhorar, estamos lutando pelo nosso espaço e vamos alcançar esse objetivo.

8 – E na questão dos apoios, depois do recorde melhorou?

Ainda não apareceu nada de apoio, de patrocínio. Eu acredito que depois que eu conseguir a homologação as coisas melhorem, por exemplo, já consegui chegar na Penalty, a bola que eu utilizei era da Penalty. Falei com eles para um patrocínio e eles me disseram que eu precisava do certificado para entrar em contato com eles. Se interessaram bastante pela minha causa. Eu acredito que muitas portas vão se abrir quando eu tiver o certificado em mãos.

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Leitor do Vale • 1 dia atrás

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