17 Feb 2020 09:48
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Parobeense relata tensão no Oriente Médio

Jogador William Cunha está há um mês na Arábia Saudita

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Parobeense relata tensão no Oriente Médio Jogador William Cunha está há um mês na Arábia Saudita O jogador de futsal William Cunha, de 23 anos, natural de Parobé, defende desde dezembro as cores do Al Qadisyah, da Arábia Saudita e comenta sobre como está a tensão no Oriente Médio, em virtude da situação que envolve o Irã e os Estados Unidos. “A situação aqui na Arábia Saudita até que é tranquila. O pessoal fala que a Arábia não vai se envolver em guerra. Mas a gente fica apreensivo, pois o Irã é muito perto da cidade onde moro. E a gente nunca sabe o que pode acontecer”, diz o atleta. O clube em que Cunha joga é da cidade de Al Khobar, que tem do outro lado do Golfo Pérsico (Mar Árabe), cerca de 200 quilômetros, o Irã.

“A cultura deles aqui é muito diferente, das outras do Oriente Médio. Aqui eles são muito religiosos. Muito mesmo”, aponta o jogador. Cerca de 97% da população local é de religião muçulmana, mais do que os 90% do Irã, que também se declaram muçulmanos. “Eles não chegaram a falar nada, de que lado eles ficariam, mas como eles são muito religiosos, acho que eles ficariam do lado dos muçulmanos, do lado da região deles, caso acontecesse algo”, pondera Cunha.
O atleta destaca que tem acompanhado toda a repercussão pelos noticiários brasileiros. “Eu estou acompanhando tudo, assistindo pelos canais brasileiros. Eu tenho o aparelho que tem os canais do Brasil. Aí assisto só daí, porque os daqui ainda não entendo nada”, salienta.
Um dos pontos levantados pelo atleta é o forte aparato de segurança que a Arábia Saudita apresenta e que esse tem sido um dos motivos que passam tranquilidade aos habitantes do país “Aqui é mais complicado para entrar qualquer tipo de coisa. Até mesmo para pessoas entrarem aqui é muito difícil. Então em relação a bombas e homens bombas que tanto se fala do Oriente Médio, não existe aqui na Arábia Saudita. Eu mesmo passei por três escalas de revista dia desses”, fala o jogador.
Cunha tem recebido mensagens de familiares e amigos e os tranquiliza “Podem ficar tranquilos que aqui está tudo bem, populares e companheiros de time nos tranquilizam em relação a essa situação em nossa região. Que aqui ninguém se envolverá em guerra alguma”, destaca.

Dentro de quadra
Jogando pelo Al Qadisyah, o atleta parobeense já marcou três gols e deu cinco assistências, ajudando a sua equipe a chegar à liderança de seu grupo, na Liga Saudita de Futsal, com três vitórias em três partidas. Os resultados impressionam: 13-2, 10-0 e 5- 1. “Nosso time tem muita qualidade. Cinco jogadores são da seleção da Arábia e mais dois brasileiros, temos uma qualidade muito boa”, comenta o atleta.
No mundo árabe, Cunha já conheceu mais dois brasileiros: Carioca, seu companheiro de clube que atua há quatro anos no futsal saudita; Bichinho, com quem teve contato na APF em 2017, mas hoje defende as cores do time rival, Al Etifaq.
Seu contrato com os árabes termina em 30 de abril. Depois disso, Cunha volta para o Brasil, mas pensa atuar de novo na Arábia Saudita. “Em junho estou no Brasil. Jogo aí até o fim da temporada. E se for possível renovar com o Al Qadisyah , para em dezembro voltar pra cá”, finaliza Cunha.


Estados Unidos x Irã
As últimas semanas foram de tensão entre Irã e Estados Unidos. Principalmente, após a morte de Qassem Soleimani, segundo homem mais poderoso do Irã, que morreu em um ataque dos Estados Unidos na quinta-feira (02). O ataque com drone em Bagdá, no Iraque, também matou Abu Mahdi al-Mohandis, líder de uma milícia iraquiana pró-Irã .
Soleimani era chefe da unidade de elite do Exército Revolucionário do Irã. O ataque foi ordenado por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e considerado gravíssimo pelo governo iraniano. O ato aconteceu em meio a diversos atos hostis de ambas as partes nos últimos dias.
O líder supremo Ali Khamenei, e o presidente do Irã Hassan Rouhani prometeram vingança após a morte do general e na madrugada de quarta-feira (8), noite de terça no Brasil, mais de 12 mísseis foram lançados pelo Irã contra duas bases no Iraque que abrigam forças americanas e iraquianas. O governo americano confirmou o ataque, o Irã assumiu a responsabilidade e ameaçou realizar ataques dentro dos Estados Unidos se os americanos revidassem a ofensiva. Houve relatos iniciais de vítimas iraquianas, que não foram confirmados.
Trump fez um pronunciamento na Casa Branca e disse que nenhum soldado norte-americano ou iraquiano morreu nos ataques do Irã e ainda está avaliando resposta militar ao Irã e anunciou mais sanções econômicas. Trump afirmou ainda que Soleimani foi responsável, de maneira cruel, por muitas mortes e atrocidades. O presidente disse que o general planejava novos ataques, mas foi contido e que deveria ter sido executado há muito tempo.
Também na quarta-feira (8) um avião ucraniano da Ukraine International Airlines caiu logo após decolar do aeroporto de Teerã, capital do Irã. A aeronave transportava 176 pessoas. Ninguém sobreviveu. O avião foi abatido pelo Irã, após as forças militares do país dispararem mísseis contra bases americanas no Iraque. O governo ucraniano afirmou que no voo havia passageiros de sete nacionalidades: 82 do Irã, 63 do Canadá, 11 da Ucrânia (incluindo os nove tripulantes), 10 da Suécia, quatro do Afeganistão, três do Reino Unido, e outros três da Alemanha.

Comentários

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Leitor do Vale • 4 semanas atrás

É mesma coisa que perguntar sobre a guerra pra um poste, pois o cara nem faz ideia que o Irã é xiita inimigo jurado da Arabia Saudita que é sunita “Eles não chegaram a falar nada, de que lado eles ficariam, mas como eles são muito religiosos, acho que eles ficariam do lado dos muçulmanos, do lado da região deles, caso acontecesse algo”

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