Lê-aí | Dia do Sapateiro e a retomada da geração de empregos no Vale do Paranhana

Dia do Sapateiro e a retomada da geração de empregos no Vale do Paranhana

#Economia#Regional

Ainda amargando as consequências da Covid -19, que no ano passado totalizou mais de 10 mil demissões (dados até junho de 2020), disponibilizados pela Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o setor busca de várias formas amenizar o cenário que voltou a ficar muito crítico em fevereiro desde ano, quando o número de contágio do vírus voltou a aumentar, as mortes atingiram picos inimagináveis e por conta disso, naquela ocasião, o governo do estado decretou a bandeira preta. 

Mesmo diante da permanência da pandemia que ainda requer muitos cuidados por parte de toda a população, aos poucos a vida vai se reestabelecendo dentro desta realidade, e assim, ainda que de forma tímida, a indústria vai ganhando fôlego novamente. Muitas empresas voltaram a contratar e mesmo em passos lentos, já começamos a visualizar uma melhora. 

O jornal Integração entrou em contato com alguns representantes dos sindicatos da região, para que eles expressassem as suas considerações sobre o setor calçadista em mais um Dia do Sapateiro comemorado em meio à pandemia. Confira abaixo as entrevistas: 

João Pires, presidente do sindicato dos sapateiros de Parobé: “Logo no início da pandemia, o colaborador enfrentou tudo sem folga. Ele não teve nenhum tipo de benefício, a não ser garantir o seu emprego. Sabemos que algumas suspensões se fizeram necessárias naquele momento, justamente visando a garantia destes empregos. Atualmente vivemos uma outra realidade, pois em agosto deste ano, o sindicato de Parobé conquistou o maior aumento da categoria, que foi de 10% e em consequência disso a produção aumentou. Hoje temos carros de som nas ruas anunciando vagas. O sindicato tem a preocupação de estar sempre ao lado do trabalhador. Representamos em torno de 8 mil colaboradores e estamos sempre em busca de melhores condições de trabalho e de salários para a categoria”. 

Dirceu Alves, presidente do sindicato dos sapateiros de Igrejinha: “Estamos percebendo possibilidades que até aqui não estavam mais acontecendo. Estamos voltando a ver ofertas de mão de obra do setor do calçado, mas infelizmente ainda de forma muito devagar. Os impactos foram e estão sendo muito grandes, e ainda levaremos um bom tempo para nos recuperarmos. Apesar de todo este cenário que ainda estamos enfrentando, gostaria de deixar uma mensagem para os trabalhadores: não podemos baixar a cabeça, mesmo diante de todas estas adversidades. Vamos continuar lutando, que com paciência, iremos passar por este período”.