24 May 2019 20:00
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Paralisação dos funcionários do HBJ de Taquara pode virar greve

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Foto: Dário Gonçalves

Na manhã desta terça-feira (12), os funcionários do Hospital Bom Jesus (HBJ), de Taquara, se reuniram em frente ao prédio do hospital para cobrar os salários atrasados e melhores condições de trabalho.

De acordo com o Sindicato dos Empregados em Casa de Saúde do Rio Grande do Sul (SindiSaúde/RS), a paralisação deve durar 12 horas e caso as reivindicações não sejam atendidas, ela pode se tornar uma greve.

A paralisação de 12 horas no atendimento, está de acordo com o edital publicado em jornais de grande circulação, conforme exige os tramites legais, e foi decidida em assembleia dos funcionários no último dia 28.

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Foto: Dário Gonçalves

A assembleia aprovou por unanimidade a paralisação que reivindica, principalmente, regularização dos salários atrasados e melhores condições de trabalho, pois segundo relatos faltam Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e outros materiais essenciais para o funcionamento do hospital.

Segundo o diretor de interior Júlio Cesar Duarte, o primeiro passo era fazer a assembleia de 12 horas “após as 12 horas vamos fazer uma assembleia e vamos ver qual rumo que vamos seguir”, mas ele afirma que caso o salário de fevereiro não seja pago e os itens da carta aberta não sejam cumpridos o caminho será a greve “o salário de janeiro foi pago ontem (11) e o de fevereiro, é para ser hoje, mas ainda faltam os outros itens da carta, e se isso não for cumprido a tendência é virar greve”. Afirma.

Segundo Duarte a baixa adesão se deve a pressões internas para que os funcionários não aderirem a paralisação “o pessoal está acomodado, mas existem pressões internas para que eles não participem, nosso ato é legal e pressionar para que os funcionários não participem é contra a lei”. Afirma.

Um funcionário do HBJ falou a nossa reportagem, porém, pediu para não se identificado, de acordo com ele falta adesão do funcionalismo “as pessoas deveriam “pegar junto” estamos buscando melhorias para todos. Queremos melhor gestão, insalubridade paga da forma correta e melhores condições de trabalho”, comenta.

Sobre as condições de trabalho ele diz que a situação é bem difícil “a situação é crítica, não temos material, com isso não temos como dar atenção correta aos pacientes”. Afirma

Com a paralisação dos atendimentos, os pacientes estão sendo encaminhados para o Posto 24 horas do município. De acordo com o secretário de Saúde, Vanderlei Petry, o atendimento foi reforçado para atender a demanda “reforçamos nossas escalas de enfermagem e médicos, fizemos o que está ao nosso alcance”, ele também reforçou que as pessoas precisam ter paciência “pode haver um pouco de demora nos atendimentos, mas todos serão atendidos”. Afirma.

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Foto: Dário Gonçalves

Comentários

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Leitor do Vale • 2 meses atrás

Este..Vanderlei Petry..foi secretário de saúde em igrejinha..diga de passagem um péssimo secretário..cara de cu...